Começo esse texto dizendo que não sou especializada em moda, eu mal conheço a definição exata do termo mas o que vamos falar tem e não tem a ver com moda ao mesmo tempo. A questão é que a representatividade apesar de muito ampla é também muito individual, aprendi com o Coletivo Abebé em uma palestra na Redbull Station que também devemos ser protagonistas da representatividade que tanto queremos, a revolução estética tem sido muito presente dentro dos movimentos sociais, feministas, dentro do próprio movimento negro mas apesar de tudo isso as pessoas não se sentem contempladas por nenhum daqueles discursos, corpos e estilos. Eu penso diretamente na população jovem periférica com um recorte ainda maior, a população funkeira mesmo, todos os dias na vida, eles saem com seus cortes "chaves", calças de tactel, seguido de camisetas de time ou de grifes conhecidas pelas quebradas, os tênis sempre específicos, mizuno, puma disk, spring blade, nike shox, 12 molas e não estou estere...
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